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o ridículo da vida

Agosto 13, 2008

e toda essa peste, meu amigo. o que tem me mantido vivo hoje é a ilusão ou a esperança dessa coisa, “esse lugar confuso”, o Amor um dia. e de repente te proíbem isso. eu tenho me sentido muito mal vendo minha capacidade de amar sendo destroçada, proibida, impedida, aos 36 anos, tão pouco. nem vivi nada ainda. e não sou sequer promíscuo. dum romantismo não pós, mas pré todas as coisas – um romantismo que exige sexualidade e amor juntos. nunca consegui. uns vislumbres, visões do esplendor. me pergunto se até a morte – será? será amor essa carência e essa procura de amor, nunca encontrar a coisa?

[caio fernando abreu]

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