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Porque nem toda feiticeira é corcunda

Fevereiro 20, 2006

Maria Rita

Imitação? Que seja! Pode ser fabricada, com discurso decorado e movimentos ensaiados com marcação no chão, como tantas outras que a gente vê e ouve por aí. Mas não há igual. Porque Maria Rita encanta. Enfeitiça. Do momento em que surge iluminada no palco ao momento em que o público se despede, extasiado.

E ela conversa como se estivesse na sala de casa com seus amigos. E a vontade é sair dali e continuar o bate papo, falar sobre as canções, as poesias.

São quase duas horas de emoção. De música! Música que vibra no meu peito. E emociona. E arrepia. E que me faz chorar. Ao ouvi-la cantar as palavras do Camelo. E com a explosão em A Minha Alma… é essa a paz que eu quero sentir! E não existe outra palavra que descreva melhor o que senti enquanto ela esteve ali, na minha frente. Paz. A minha tranqüilidade, tão pedida e desejada para este ano.

O cenário, as luzes, os arranjos, os instrumentos. Uma nota mais agradável que a outra. Cada sentimento em seu devido lugar. Tudo em perfeita harmonia com a voz. E que voz, meu Deus! Grave, aguda, dura, suave. Que grita e que sussura. Leve, como deseja ser. Como eu desejaria ser.

Sem dúvida, o melhor show da minha vida. Com direito a brinde e champagne.

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